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	<title>Manuscritos Malditos</title>
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	<description>Fantasia, Horror, sci fi e Ficção Especulativa em geral</description>
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		<title>Manuscritos Malditos</title>
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		<title>Ultramarines</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Jul 2011 11:14:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>curadoracorrentado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No futuro sangrento existe apenas guerra. Sem compromisso. Sem interrupção. Milhares de milhões de humanos lutam através da galáxia em nome do Deus Imperador, aprisionado para todo sempre em animação suspensa na Terra. Os Space Marines (Astartes) são a maior arma do arsenal humano, guerreiros imparáveis treinados e condicionados geneticamente para alcançarem a perfeição bélica. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=manuscritosmalditos.wordpress.com&amp;blog=14779241&amp;post=323&amp;subd=manuscritosmalditos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">No futuro sangrento existe apenas guerra. Sem compromisso. Sem interrupção. Milhares de milhões de humanos lutam através da galáxia em nome do Deus Imperador, aprisionado para todo sempre em animação suspensa na Terra. Os Space Marines (Astartes) são a maior arma do arsenal humano, guerreiros imparáveis treinados e condicionados geneticamente para alcançarem a perfeição bélica. Dentro das várias legiões de Astartes uma das mais prestigiadas é sem dúvida a dos <a href="http://wh40k.lexicanum.com/wiki/Ultramarines">Ultramarines</a> e é sobre eles que este filme fala. Nas profundezas do espaço, a bordo de um transporte espacial, o esquadrão Ultima recebe um comunicado de emergência do planeta Mithron. Um planeta desértico e periférico no espaço imperial cuja única importância (e razão para existir presença humana) é a ser um santuário ao Deus Imperador e conter uma relíquia sagrada guardada por uma companhia de <a href="http://wh40k.lexicanum.com/wiki/Imperial_Fists">Imperial Fists</a>. Sabendo que para este pedido ter sido emitido a situação deve ser mesmo grave o capitão Severus avança mesmo tendo apenas o apoio dos dez astartes do esquadrão Ultima. É um estranho esquadrão, constituído por um comandante que já viu quase tudo e soldados que ainda estão bastante verdes sendo esta a sua missão de teste. Sozinhos num planeta aparentemente abandonado estes homens encontram apenas escombros do santuário e sinais claros de um massacre das forças imperiais presentes. Mas se foi esse o caso e os poderes do Caos chegaram a este mundo então onde se encontram? Que força de ataque foi forte o suficiente para aniquilar completamente uma companhia inteira de Space Marines?</p>
<div id="attachment_324" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/07/ultramarines-for-the-honor-of-the-chapter.png"><img class="size-full wp-image-324" title="Ultramarines - For the Honor of the Chapter" src="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/07/ultramarines-for-the-honor-of-the-chapter.png?w=614&#038;h=341" alt="" width="614" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">A chegada ao inferno...                                                                                                                             </p></div>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://manuscritosmalditos.wordpress.com/2010/09/18/ultramarines-o-filme/">Quando este projecto surgiu</a>  <a href="http://manuscritosmalditos.wordpress.com/2010/10/18/ultramarines-novidades/">fiquei bastante entusiasmado</a> porque como os leitores deste espaço sabem eu sou um <a href="http://manuscritosmalditos.wordpress.com/category/warhammer/">grande fã do universo Warhammer</a>. Não sabia muito bem o que esperar porque é realmente um projecto único, um filme de animação de longa duração sobre um dos universos de ficção científica mais interessantes que existem. O argumento (como não podia deixar de ser) é da autoria de <a href="http://manuscritosmalditos.wordpress.com/category/dan-abnett/">Dan Abnett</a> o <em>“poster boy”</em> da escrita da Black Library e tem alguma consistência apesar de eu achar que não está ao nível do resto da sua obra.  Ao longo de 70 minutos temos uma pequena amostra do que é a vida destes super-soldados, como pensam, como combatem, o que os motiva e o que os atormenta. De certa forma é um filme mais humano daquilo que estava à espera já que a história gira muito à volta de temas como a confiança (a paranóia é constante quando se lida como poderes do Caos que podem corromper qualquer um), a autoridade (um tema mais militar) e a ânsia de dar provas de que se vale alguma coisa – tudo áreas que permitem uma identificação quase imediata com qualquer leitor. Como fita-cola de todo o filme temos um elemento de suspense constante que nos deixa sempre à espera do que vai acontecer e liga muito bem os momentos de acção (tomara muitos filmes de horror terem consigo criar esta atmosfera tensa mas expectante). Numa nota menos positiva: ao focar-se tanto no elemento pessoal o filme acaba por dar uma ideia muito fraca do ambiente geral do setting Warhammer o que pode ser algo problemático a quem não conhece quase nada – muito poucas explicações sobre as facções envolvidas, as leis de funcionamento deste universo e ainda menos contexto político/conspirativo que costuma fazer parte deste tipo de narrativas.</p>
<div id="attachment_325" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/07/ultramarines-defensive-stance.png"><img class="size-full wp-image-325" title="Ultramarines - Defensive Stance" src="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/07/ultramarines-defensive-stance.png?w=614&#038;h=341" alt="" width="614" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Isolados num deserto imenso sem saber o que esperar...</p></div>
<p style="text-align:justify;">De um ponto de vista gráfico o filme está muito agradável mas não está muito acima das animações que já foram feitas para os vários jogos Warhammer para PC – de certa forma esperava um pouco mais neste campo (tenho a certeza que o próximo filme terá um orçamento maior e permitirá isso). As vozes foram muito bem escolhidas e só posso dar os meus parabéns aos actores que lhes deram vida: Terrence Stamp, Sean Pertwee e o grande John Hurt. A personagem principal (não vou entrar muito neste campo porque sinceramente não é muito relevante para a progressão da história) que é escolhida para encarnar as virtudes do Ultramarines (quando chegarem ao fim do filme perceberão o que quero dizer) é sem dúvida o irmão Proteus e quase se podia dizer que o filme é o primeiro capítulo da sua vida activa. Com alguma personalidade distinta ainda temos os velho capitão Severus que tenta liderar uma missão que quase tem a certeza ser suicida e o “médico” do esquadrão, Carnak, que tem tanta experiência como Severus e tudo faz para arrefecer os ânimos dos novatos. Acaba por ser uma mistura entre um prólogo de grandes eventos que ainda estão por vir e um episódio heróico recordado para todo sempre como história moral.</p>
<div id="attachment_326" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/07/ultramarines-i-am-steel-i-am-doom-i-march-for-macragge-and-i-know-no-fear.png"><img class="size-full wp-image-326" title="Ultramarines - I am Steel, I am Doom, I march For Macragge And I Know No Fear" src="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/07/ultramarines-i-am-steel-i-am-doom-i-march-for-macragge-and-i-know-no-fear.png?w=614&#038;h=341" alt="" width="614" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">I am Steel, I am Doom, I march For Macragge And I Know No Fear!</p></div>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Nota: <strong>8/10</strong></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Nota: Este filme <a title="Vale a pena a despesa" href="http://www.ultramarinesthemovie.com/">só está disponível através do site dos próprios produtores do filme</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/manuscritosmalditos.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/manuscritosmalditos.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/manuscritosmalditos.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/manuscritosmalditos.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/manuscritosmalditos.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/manuscritosmalditos.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/manuscritosmalditos.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/manuscritosmalditos.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/manuscritosmalditos.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/manuscritosmalditos.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/manuscritosmalditos.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/manuscritosmalditos.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/manuscritosmalditos.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/manuscritosmalditos.wordpress.com/323/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=manuscritosmalditos.wordpress.com&amp;blog=14779241&amp;post=323&amp;subd=manuscritosmalditos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Children of Dune</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jun 2011 08:34:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>curadoracorrentado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paul Atreides, Muad’dib, está morto há mais de nove anos. O Imperador que conquistou um trono usando os terríveis Fremen, o povo de Dune, como exército e mecanismo de controlo da Spice, a única coisa que mantém o Império interestelar a funcionar (permite aos navegadores da Guilda Espacial dobrar o tempo e espaço além de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=manuscritosmalditos.wordpress.com&amp;blog=14779241&amp;post=314&amp;subd=manuscritosmalditos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Paul Atreides, <a title="Cuidado com os spoilers" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Paul_Atreides">Muad’dib</a>, está morto há mais de nove anos. O <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Padishah_Emperor">Imperador</a> que conquistou um trono usando os terríveis <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fremen">Fremen</a>, o povo de Dune, como exército e mecanismo de controlo da <a title="The Spice must flow..." href="http://en.wikipedia.org/wiki/Spice_(Dune)">Spice</a>, a única coisa que mantém o Império interestelar a funcionar (permite aos navegadores da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Spacing_Guild">Guilda Espacial</a> dobrar o tempo e espaço além de ter outros usos pessoais como aumentar a esperança de vida e presciência), não conseguiu conseguir sobreviver aos seus próprios poderes de previsão do futuro e acabou por entrar sozinho no deserto para nunca mais voltar. Mas a galáxia não esteve parada desde esse dia. Os seus filhos gémeos, leto e Ghanima, são os herdeiros do Império e enquanto não atingem maturidade Alia (sua tia, irmã de Paul) assume o controlo directo da regência e do corpo religioso que deificou Muad’dib e que prossegue uma imparável cruzada de conversão pela galáxia. Mas estas duas crianças não são normais. Tal como a sua tia possuem a memória genética de todos os que os precederam o que faz deles anciões veneráveis em corpos de crianças mas ao contrário dela querem encontrar uma forma de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Abomination_(Dune)">controlar as incontáveis vidas que possuem dentro de si</a> para não perderem as suas próprias personalidades. Fora destas tensões familiares o próprio planeta de Arrakis está a mudar. Os fremen estão intencionalmente a mudar o clima ao mesmo tempo que o seu carácter também se altera. De ferozes, independentes e isolados passaram a citadinos, conquistadores e gananciosos. Poderá o Império manter-se quando a sua base militar parece estar a mudar de forma tão rápida? Pode o próprio planeta, e a vital Spice, sobreviver aos novos donos? Como se estas incertezas não bastassem a grande casa Corrino conspira de longe para recuperar o trono que Paul lhes tirou ao fim de incontáveis gerações e a própria irmandade das <a title="I must not fear, fear is the mind-killer..." href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bene_Gesserit">Bene Gesserit</a>, através de Lady Jessica (avó dos gémeos e mão de Alia), parece empenhada em minar os novos poderes para benefício do seu programa de perfeição genética. Como se isto não fosse suficiente surge do deserto profundo (onde ainda existem as grandes minhocas produtoras de spice, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Shai-hulud">Shai-hulud</a>, encarnações vivas de deus segundo a mitologia fremen) um profeta cego que parece determinado em minar o edifício religioso do novo Império. Em última análise trata-se de saber quem governa Dune e por extensão a Galáxia.</p>
<div id="attachment_315" class="wp-caption aligncenter" style="width: 322px"><a href="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/06/children-of-dune-frank-herbet.jpg"><img class="size-full wp-image-315" title="Children of Dune - Frank Herbet" src="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/06/children-of-dune-frank-herbet.jpg?w=614" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Uma versão discreta e sóbria.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Este livro, o terceiro da saga Dune, é a continuação conceptual directa dos outros dois volumes e prossegue a exploração de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Frank_Herbert">Frank Herbert</a> sobre a evolução das civilizações, o papel da religião, a realidade da política e em certa medida até pode ser visto como uma meditação sobre o nosso destino colectivo. Se há algo que podemos apontar como característica desta série é a nossa incapacidade, enquanto leitores, de perceber muito bem como as coisas vão acabar; existem demasiadas personagens, interesses, eventos e sempre mais uma surpresa quando pensamos que as coisas já estão decididas. Sendo este o terceiro livro há um certo desgaste deste recurso ao segredo e à surpresa de última hora. Em termos de personagens há que dizer que existe pouca flexibilidade em toda a obra sendo que este volume não é excepção. Todos os actores deste drama espacial estão imensamente condicionados pelos papéis sociais e políticos que desempenham sendo tudo o resto enterrado até quase não sobrar vislumbre de preocupações puramente pessoais – Leto e Ghanima são uma excepção parcial já que apesar de terem uma agenda muito pessoal (não serem consumidos pelas vozes interiores dos seus antepassados) ela é sempre percepcionada como algo ligado à governação e planos para o Império (parecem só existir como entes políticos). O tempo dedicado a cada perspectiva está equilibrado de forma eficaz sendo que vamos tendo acesso a visões muito diferentes – mais uma vez Leto é uma excepção sendo que tem muito mais tempo que os restantes (por vezes começa a tornar-se aborrecido seguir a sua trajectória já que há imenso tempo dedicado puramente a vozes internas e a uma transformação que é inevitável).</p>
<div id="attachment_316" class="wp-caption aligncenter" style="width: 290px"><a href="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/06/children-of-dune-frank-herbet-2.jpg"><img class="size-full wp-image-316" title="Children of Dune - Frank Herbet 2" src="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/06/children-of-dune-frank-herbet-2.jpg?w=614" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Versão mais antiga e das mais fracas que tenho visto.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Onde a obra brilha, como um sol de meio-dia no deserto, é nos planos metafórico e simbólico. Herbert viveu obcecado com sistemas (biológicos, sociais, etc) e isso transpira em cada página que é lida. Nada é sem consequências e tudo tem um efeito no meio que por sua vez afecta quem iniciou a acção (círculos de acção-reacção que se afectam mutuamente) – é a total negação da narrativa simplista em que o herói aparece como a única variável em toda a história. Mais que isso a saga Dune é sobre Política, com “P” maiúsculo. Esqueçam os partidos, esqueçam os lirismos, esqueçam os mitos. A visão do autor é aterradora na sua vontade implacável de nos arrancar as nossas seguranças e mentiras (a começar pela forma como trata o tema da religião que é uma mistura de calculismo de longo prazo, exploração do fanatismo e condicionamento colectivo) sem nos dar nada em troca que não seja uma eterna luta, enquanto grupo biológico, para a frente. De certa forma esta série também é única noutro aspecto já que anula completamente a figura do homem-comum. Não há espaço no universo Dune para um herói despreparado, casual ou sequer normal. Todos os personagens são extraordinários nas suas respectivas áreas e talentos (não são apenas bons naquilo que fazem… são genuinamente o pináculo dos grupos a que pertencem). Tudo isto cria uma certa dose de distanciamento emocional por parte do leitor mas não é um abismo que não se consiga atravessar porque apesar de tudo conseguimos identificar elementos humanos em certos momentos (especialmente na personagem do Profeta).</p>
<div id="attachment_317" class="wp-caption aligncenter" style="width: 352px"><a href="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/06/children-of-dune-frank-herbet-3.jpg"><img class="size-full wp-image-317" title="Children of Dune - Frank Herbet 3" src="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/06/children-of-dune-frank-herbet-3.jpg?w=614" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Uma terceira versão derivada da anterior (ou vice-versa).</p></div>
<p style="text-align:justify;">Mesmo não sendo sempre realista (em termos de distribuição de poder), algo distante do leitor e altamente metafórico este livro é parte da obra-prima que são os seis livros de Dune e deve ser lido por todos.</p>
<p style="text-align:justify;">Nota: <strong>8/10</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/manuscritosmalditos.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/manuscritosmalditos.wordpress.com/314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/manuscritosmalditos.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/manuscritosmalditos.wordpress.com/314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/manuscritosmalditos.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/manuscritosmalditos.wordpress.com/314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/manuscritosmalditos.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/manuscritosmalditos.wordpress.com/314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/manuscritosmalditos.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/manuscritosmalditos.wordpress.com/314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/manuscritosmalditos.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/manuscritosmalditos.wordpress.com/314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/manuscritosmalditos.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/manuscritosmalditos.wordpress.com/314/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=manuscritosmalditos.wordpress.com&amp;blog=14779241&amp;post=314&amp;subd=manuscritosmalditos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Loucura de Deus</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Jun 2011 08:17:33 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ramon Llull é um homem pouco comum para o século XIV. Teve uma vida secular interessante, alguns diriam mesmo apaixonante, mas alguns erros que cometeu acabaram por o empurrar para a religião ao ponto de tomar a decisão de ingressar numa ordem religiosa. O trabalho para o qual acredita ter sido chamado é de natureza [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=manuscritosmalditos.wordpress.com&amp;blog=14779241&amp;post=303&amp;subd=manuscritosmalditos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ramon_Llull">Ramon Llull</a> é um homem pouco comum para o século XIV. Teve uma vida secular interessante, alguns diriam mesmo apaixonante, mas alguns erros que cometeu acabaram por o empurrar para a religião ao ponto de tomar a decisão de ingressar numa ordem religiosa. O trabalho para o qual acredita ter sido chamado é de natureza científica e filosófica, a tentativa de provar que deus e o cristianismo podem ser atingidos por uma via puramente racional e lógica sem ter que assumir como premissa nenhum dos dogmas da fé. Nessa tentativa desenvolveu o seu sistema de proposições lógicas para categorizar o pensamento humano e chegou mesmo a viajar ao mundo árabe para tentar a conversão pela razão em vez da espada – sem grande apoio do papado que claramente tinha investido numa guerra muito mais física que ideológica. Na tentativa de atingir a terra santa Ramon dá por si encalhado na ilha de Malta sem saber como continuar a sua viagem. Mas nessa altura recebe uma estranha oferta de um emissário de um <em>condottiero</em> ao serviço do Império Bizantino, Roger de Flor. Vai a Constantinopla falar pessoalmente com Roger que tem uma ambiciosa oferta para lhe fazer, descobrir o mítico reino de Prestes João, a cidade de deus, o coração da cristandade escondido em parte incerta. Seguindo algumas pistas, deixadas para trás por membros do lendário reino, nas catacumbas de Bizâncio acabam por iniciar uma viagem que os levará aos limites do mundo conhecido e mesmo além disso.</p>
<div id="attachment_304" class="wp-caption aligncenter" style="width: 498px"><a href="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/06/a-loucura-de-deus-juan-miguel-aguilera.jpg"><img class="size-full wp-image-304" title="A Loucura de Deus - Juan Miguel Aguilera" src="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/06/a-loucura-de-deus-juan-miguel-aguilera.jpg?w=614" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Uma capa apelativa e apropriada à história.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Estamos perante um livro de aventuras e exploração e sinceramente esperava apenas um livro mais ou menos <em>light</em> com uma trama aceitável mas fui agradavelmente surpreendido por Juan Miguel Aguilera já que ao longo do livro temos momentos realmente muito bons e acima da aventura típica da ficção científica. Há algumas surpresas mais ou menos previsíveis (a começar pela natureza da cidade que procuram, Ápeiron, que de religiosa tem pouco ou nada) que por vezes tornam a narrativa um pouco menos excitante mas nunca perdemos a vontade de continuar a ler e, mais tarde ou mais cedo, somos sempre recompensados por uma ideia ou um diálogo verdadeiramente bom. Em termos temáticos falamos aqui de um conflito entre a mentalidade moderna (representada pelos cidadãos de Ápeiron, um verdadeiro oásis de sanidade num deserto de violência cega) e uma mentalidade medieval própria do período descrito (e aqui não há tentativas de dourar a pílula, mesmo Ramon é descrito como acima de tudo um monge da sua época apesar de a partir de certa altura começarmos a ver uma transformação interior com resultados curiosos) sendo tudo isto encaixado dentro não só de aventuras várias (com alguns combates individuais e de batalhas pouco usuais) e uma história de ficção científica paralela que nas melhores alturas chega a misturar elementos <em>à la</em> Lovecraft com fantasia mágica.</p>
<div id="attachment_305" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/06/aguilera-juan-miguel-la-locura-de-dios.jpg"><img class="size-full wp-image-305" title="Aguilera, Juan Miguel - La locura de Dios" src="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/06/aguilera-juan-miguel-la-locura-de-dios.jpg?w=614" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">A versão original, menos criativa mas também apropriada.</p></div>
<p style="text-align:justify;">As personagens são possivelmente o que impede o livro de ser verdadeiramente épico. Os conceitos interessantes estão lá mas a verdade é que as personagens centrais nem sempre estão à altura. Ramon, de longe o mais interessante, não tem a profundidade que seria de esperar de um homem considerado como um verdadeiro génio da sua época (nota importante, o autor usa e abusa dos desmaios de ramon, um homem de certa idade, para terminar capítulos. A tal ponto que dá vontade de o comparar com romancistas do século XIX que punham uma heroína a desmaiar a cada dois capítulos). Roger de Flor, companheiro incansável do nosso monge franciscano, é pura e simplesmente uma máquina de matar com alguns vislumbres de personalidade e interesse que não são explorados convenientemente (por exemplo, a sua posição religiosa pouco usual para a época). A conselheira Neléis é um arquétipo andante e falante da modernidade que serve mais como forma de criar contraste entre os dois mundos que como um ser humano autónomo (apesar de mais uma vez existir potencial neste caso na relação amorosa dela). Os outros soldados da expedição de Roger e os poucos cidadãos de Ápeiron mencionados por nome são quase irrelevantes e só intervêm em momentos em que os detalhes pessoais são de pouca ou nenhuma importância tornando isto um elenco algo limitado. A compensar um pouco estes elementos temos um vilão verdadeiramente interessante e misterioso sendo que vamos conhecendo os seus planos, e mesmo a sua natureza, apenas à medida que o livro avança sendo que existe um nível crescente de confronto com os seus esbirros que achei muito satisfatório.</p>
<p style="text-align:justify;">No fim tudo fica claro. A história está contada. Os dados lançados. E ficamos com pena de acabar a leitura desta história que, apesar de ter alguns altos e baixos, nos fascinou. É algo diferente do standard da ficção científica e fica a ganhar com isso! <a href="http://www.saidadeemergencia.com/index.php?page=Books.BookView&amp;book_id=635&amp;genre=">Uma leitura mais que recomendável</a>. Fico com muita vontade de ver mais material de Juan Aguilera traduzido.</p>
<p style="text-align:justify;">Nota: <strong>8.5/10</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Ps: sem querer ser perfeccionista há algo a mencionar em que o autor está enganado nos factos históricos que usa para construir a narrativa. Ele assume que na Idade Média era pensado que a terra seria plana coisa que está longe de ser verdade. Durante toda a Idade Média os sábios tinham consciência plena de que o mundo era provavelmente esférico. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Myth_of_the_Flat_Earth">Um mito muito difundido</a> (originalmente nas guerras intestinas do cristianismo moderno) mas apenas isso, um mito.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/manuscritosmalditos.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/manuscritosmalditos.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/manuscritosmalditos.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/manuscritosmalditos.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/manuscritosmalditos.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/manuscritosmalditos.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/manuscritosmalditos.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/manuscritosmalditos.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/manuscritosmalditos.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/manuscritosmalditos.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/manuscritosmalditos.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/manuscritosmalditos.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/manuscritosmalditos.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/manuscritosmalditos.wordpress.com/303/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=manuscritosmalditos.wordpress.com&amp;blog=14779241&amp;post=303&amp;subd=manuscritosmalditos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">A Loucura de Deus - Juan Miguel Aguilera</media:title>
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			<media:title type="html">Aguilera, Juan Miguel - La locura de Dios</media:title>
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		<title>Fulgrim</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jun 2011 07:34:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>curadoracorrentado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção Cientifica]]></category>
		<category><![CDATA[Graham McNeill]]></category>
		<category><![CDATA[Horus Heresy]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Militar]]></category>
		<category><![CDATA[Warhammer]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>

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		<description><![CDATA[A saga da Heresia de Horus continua e depois de “The Flight of the Eisenstein” somos presenteados com “Fulgrim”, o quinto volume de uma das maiores epopeias da ficção científica a “Horus Heresy”. O livro é um pouco mais longo que os quatro volumes que o precederam sendo que excede as quinhentas páginas. Como o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=manuscritosmalditos.wordpress.com&amp;blog=14779241&amp;post=298&amp;subd=manuscritosmalditos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">A saga da Heresia de Horus continua e depois de <a href="http://manuscritosmalditos.wordpress.com/2011/01/18/the-flight-of-the-eisenstein/">“The Flight of the Eisenstein”</a> somos presenteados com “Fulgrim”, o quinto volume de uma das maiores epopeias da ficção científica a <a href="http://manuscritosmalditos.wordpress.com/category/horus-heresy/">“Horus Heresy”</a>. O livro é um pouco mais longo que os quatro volumes que o precederam sendo que excede as quinhentas páginas. Como o título indica a narrativa está centrada no <a href="http://wh40k.lexicanum.com/wiki/Primarch">Primarch</a> da III Legião do Império, os “Emperor’s Children”, Fulgrim. Trata-se de um líder empenhado senão mesmo consumido até à sua alma na busca da perfeição. Busca essa que transmite a toda a legião que comanda; não basta serem bons guerreiros ou serem leais ao Imperador. É preciso serem os melhores, os mais cultos, os mais belos, os mais leais, os mais eficientes. Nos seus melhores momentos a III Legião é um ícone de esperança para toda a humanidade, mostrando o caminho de serviço ao Império que inspira grandes feitos e sacríficos mas nos seus piores dias são um exemplo de arrogância desmedida e frieza sem par que levam ao afastamento progressivo entre os astartes e o resto da humanidade. O problema é que existem cada vez mais dias maus. Desde que Fulgrim liderou pessoalmente um assalto ao templo de uma espécie não humana num planeta aquático há algo que mudou no carácter do Primarch e daqueles que comanda. O que antes era a busca da perfeição transforma-se em pretensões de status ocas; o que era um apurado sentido estético começa a deteriorar-se em mostras de arte grotescas, heréticas e mesmo demoníacas; onde antes havia amizade para com as outras legiões agora há ressentimento e inveja. Mais preocupante de tudo é o facto de quase ninguém na expedição reparar nesta súbita mudança ao fim de quase duzentos antes de estabilidade.</p>
<div id="attachment_299" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/06/fulgrim.jpg"><img class="size-full wp-image-299" title="Fulgrim" src="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/06/fulgrim.jpg?w=614" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Uma capa dentro do estilo a que já estamos habituados.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Ao contrário dos outros livros desta série (pelo menos até aqui) este centra-se sobre a perspectiva pessoal de um dos semideuses (Primarchs) que comanda uma legião do Império da Humanidade (as anteriores dividam-se entre Primarchs, soldados comuns, artistas e capitães de companhias de astartes) e é talvez por isso mesmo algo mais humana e detalhada. Cobre essencialmente os eventos que já haviam sido falados nos outros quatro volumes, até à traição de Isstvan III, (de uma perspectiva completamente nova é certo) e avança mesmo um pouco na história deixando-nos mesmo no limite de um grande evento. Mais que nos outros livros os efeitos nocivos das forças do Caos são detalhados o suficiente para que o leitor possa sentir verdadeira repulsa pelo que está a acontecer (até eu, que costumo ter um “soft spot” para com os vilões, comecei a desejar uma vitória das forças da ordem) – já não falamos de algo impessoal e que quase não é sentido ou visto pelas personagens principais. É um mal que oprime a cada página que lemos, uma corrupção que vai crescendo apesar das várias tentativas de resistência, uma força que parece viva e torna o belo em horripilante sem poupar nada. Uma verdadeira descida ao abismo da loucura mais pura.</p>
<div id="attachment_300" class="wp-caption aligncenter" style="width: 322px"><a href="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/06/fulgrim-vs-ferrus-manus.jpg"><img class="size-full wp-image-300" title="Fulgrim Vs Ferrus Manus" src="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/06/fulgrim-vs-ferrus-manus.jpg?w=614" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Fulgrim Vs Ferrus Manus. Irmão contra irmão. Caos contra Ordem.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Existem algumas personagens secundárias, de importância variável, que vão tornando possível uma acumulação de eventos dramáticos que culminam num gloriosos e maléfico final. Uma das mais importantes é Ferrus Manus, Primarch da X legião (“Iron Hands”), um dos irmãos mais próximos de Fulgrim que por ser, em temperamento, o oposto dele acaba por lhe servir de consciência e de travão. Os quatro capitães principais dos “Emperor’s Children” acabam por cair no modelo dos outros livros sobre a Legião comandada por Horus, dois parecem ser susceptíveis de conversão aos poderes ruinosos do Caos na sua procura da perfeição e dois parecem incorruptíveis (sem querer estragar a leitura a ninguém mas até a história segue uma linha similar no que toca aos seus destinos). O que realmente sobressai no livro não é a interacção entre as personagens mas o estudo algo detalhado de como uma das unidades de elite do Império é completamente destruída pelas suas próprias ambições e paixões à medida que <a href="http://warhammeronline.wikia.com/wiki/Slaanesh">Slaanesh</a> (um dos deuses do Caos) renasce na nossa galáxia. Príncipe dos prazeres e Senhor da auto-indulgência e do excesso, vai tomando conta do espírito destes indomináveis guerreiros. O destino final nunca está em causa porque questionar decisões prévias seria uma brecha inadmissível numa muralha de orgulho de seres que se assumem perfeitos. De certa forma quase que podemos dizer que os <a href="http://warhammeronline.wikia.com/wiki/Ruinous_Powers#Overview_of_the_Chaos_Gods">poderes do Caos</a> são, como um todo, a personagem principal deste livro. Seja como for, é uma adição de peso ao cânone Warhammer 40k que nos leva de volta ao nível muito elevado de <a href="http://manuscritosmalditos.wordpress.com/2010/11/02/galaxy-in-flames/">“Galaxy in Flames”</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Nota: <strong>9/10</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/manuscritosmalditos.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/manuscritosmalditos.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/manuscritosmalditos.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/manuscritosmalditos.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/manuscritosmalditos.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/manuscritosmalditos.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/manuscritosmalditos.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/manuscritosmalditos.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/manuscritosmalditos.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/manuscritosmalditos.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/manuscritosmalditos.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/manuscritosmalditos.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/manuscritosmalditos.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/manuscritosmalditos.wordpress.com/298/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=manuscritosmalditos.wordpress.com&amp;blog=14779241&amp;post=298&amp;subd=manuscritosmalditos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>The Stars My Destination</title>
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		<pubDate>Mon, 23 May 2011 19:53:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>curadoracorrentado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alfred Bester]]></category>
		<category><![CDATA[Distopia]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção Cientifica]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção Especulativa]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Vorga. Vorga. Vorga!! Vorga!!!!!&#8221; É tudo o que está na mente de Gully Foyle e não podemos culpá-lo pela sua obsessão. Ao fim de seis meses à deriva nos destroços da nave espacial que tripulava, a Nomad, em que só tentava manter-se vivo uma hora de cada vez, alimentando a esperança que alguém desse pela [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=manuscritosmalditos.wordpress.com&amp;blog=14779241&amp;post=291&amp;subd=manuscritosmalditos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;Vorga. Vorga. Vorga!! Vorga!!!!!&#8221;</em> É tudo o que está na mente de Gully Foyle e não podemos culpá-lo pela sua obsessão. Ao fim de seis meses à deriva nos destroços da nave espacial que tripulava, a Nomad, em que só tentava manter-se vivo uma hora de cada vez, alimentando a esperança que alguém desse pela falta da Nomad, teve o seu momento de sorte. Apareceu outra nave. A Vorga. Mas a Vorga não parou. E a mente de Gully Foyle estilhaçou-se. A partir deste momento não interessa mais nada no universo. A Vorga tem que pagar. Tem que ser destruída. Custe o que custar. Fazendo o impossível escapa dos destroços à deriva e consegue ser resgatado mas o que saiu do espaço já não é o mesmo homem. Se é que podemos dizer que ainda é humano. Há uma determinação que condiciona todos os seus passos e que o vai levar a situações bem mais complexas do aquilo que alguma pudesse ter imaginado pois a nem a Nomad nem a Vorga eram simples naves de transporte. O sistema solar não está preparado para o renascimento de Gully Foyle, o tigre, o predador, o monstro. Entretanto à sua volta toda a humanidade começa a desintegrar-se. Os Planetas Internos e os Exteriores (relativamente à cintura de asteróides) digladiam-se numa guerra económica (não são todas?) que fica mais feia com cada dia que passa, começa a suspeitar-se que apenas um dos dois sistemas irá sobreviver a esta horrível guerra civil da humanidade.</p>
<div id="attachment_292" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/05/the-stars-my-destination-alfred-bester.jpg"><img class="size-full wp-image-292" title="The Stars My Destination - Alfred Bester" src="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/05/the-stars-my-destination-alfred-bester.jpg?w=614&#038;h=933" alt="" width="614" height="933" /></a><p class="wp-caption-text">Uma boa capa para um bom livro.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Este é um livro de várias partes sendo que cada uma corresponde a uma transformação do nosso personagens principal que é, permitam-me dizê-lo, perfeito. Gully é o Homem comum despido de qualquer pretensão ou romantismo. Não tem qualificações, não tem ambições, não tem personalidade, é vil, egoísta, não sofisticado e acima de tudo não tem qualquer futuro no mundo que habita. Mas o potencial estava lá e quando todos o abandonam o seu instinto de agressão leva a melhor e serve de catalisador a todo um processo transformativo de consequências imprevisíveis. A primeira parte desta obra é quase como ser presenteado com uma versão do Conde de Monte Cristo no espaço. Tudo e todos são reduzidos apenas a meios para atingir um fim, a destruição da Vorga e todos os que estavam a bordo. À medida que tudo isto se desenrola Alfred Bester vai revelando como é este futuro do século XXV. Uma era em que o teletransporte não só é possível como é orgânico, ou seja, todos são capazes de o fazer (com menor ou maior capacidade e distância) desde que seja na superfície do mesmo planeta – o que aboliu de forma instantânea o conceito de Nação. Um mundo em que o conceito de nobreza foi reactivado em toda a sua glória e as dinastias reinantes dos carteis comerciais são a <em>crème de la crème</em> da sociedade – é curioso como ao fim de mais de 50 anos os autores de ficção científica continuam enormemente preocupados com cenários de oligarquias opressivas, o tema permanece tão actual como sempre. E aqueles que nada têm transformam-se em salteadores que se teletransportam para onde quer que exista uma vítima fácil ou um desastre.</p>
<div id="attachment_293" class="wp-caption aligncenter" style="width: 314px"><a href="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/05/the-stars-my-destination-alfred-bester-2.jpg"><img class="size-full wp-image-293" title="The Stars My Destination - Alfred Bester 2" src="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/05/the-stars-my-destination-alfred-bester-2.jpg?w=614" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Uma capa mais antiga e que faz menos sentido.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Quanto às personagens há que admitir que quem brilha é mesmo quase só Foyle. Ele é um anti-heroi. O verdadeiro <em>self-made man</em> que nada teme e nada dá a ninguém. Implacável a seguir o caminho que escolheu sem pedir desculpa pelos corpos e destroços que vai deixando pelo caminho. Parece simplista mas não é. Foyle muda, evolui, cresce e teme o seu próprio potencial para ainda maior terror do resto das personagens. Presteign, o senhor de um dos maiores grupos económicos dos Sistemas Internos, odeia-o pelo que pensa que ele sabe sobre a Nomad e sua missão. Dagenham, o homem mutante radioactivo, também procura o nosso pequeno monstro, primeiro por ter sido contratado para o fazer e mais tarde porque descobre uma consciência que nunca suspeitou vir a ter e tem que proteger valores mais altos que não pode permitir que sejam destruídos nesta <em>Vendetta</em> louca. Y’ang-yeovil, o chefe dos serviços secretos dos Sistemas Internos, que também é um dos poucos que sabe a verdade sobre o voo de Gully Foyle e que tem uma guerra a ganhar, e não aceita de forma de alguma que um cretino semieducado o impeça de atingir esse objectivo. O livro é no seu todo uma metáfora sobre o Homem comum, o potencial que todos temos, os percursos que temos que percorrer (quer individualmente quer colectivamente como espécie), o riscos da opressão para a própria casta dirigente e mesmo sobre o ódio como motivação para guiar uma vida, algo que tanto nos pode levar ao inferno como abrir as portas do céu se não se aceitar estagnar. Um triunfo dentro do género!</p>
<p style="text-align:justify;">Nota: <strong>9.5/10</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/manuscritosmalditos.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/manuscritosmalditos.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/manuscritosmalditos.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/manuscritosmalditos.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/manuscritosmalditos.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/manuscritosmalditos.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/manuscritosmalditos.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/manuscritosmalditos.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/manuscritosmalditos.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/manuscritosmalditos.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/manuscritosmalditos.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/manuscritosmalditos.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/manuscritosmalditos.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/manuscritosmalditos.wordpress.com/291/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=manuscritosmalditos.wordpress.com&amp;blog=14779241&amp;post=291&amp;subd=manuscritosmalditos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">The Stars My Destination - Alfred Bester</media:title>
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			<media:title type="html">The Stars My Destination - Alfred Bester 2</media:title>
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		<title>Plague of Spells</title>
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		<pubDate>Wed, 11 May 2011 11:18:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>curadoracorrentado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aboleth]]></category>
		<category><![CDATA[Bruce R. Cordell]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[Forgotten Realms]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes de começar o texto em si tenho que pedir desculpa aos leitores mais regulares dos Manuscritos Malditos pela minha ausência. Foram umas semanas complicadas que me obrigaram a dedicar bastante tempo a leituras fora do reino da ficção. Mas cá estou de volta com o comentário a mais um livro. Plague of Spells é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=manuscritosmalditos.wordpress.com&amp;blog=14779241&amp;post=283&amp;subd=manuscritosmalditos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Antes de começar o texto em si tenho que pedir desculpa aos leitores mais regulares dos Manuscritos Malditos pela minha ausência. Foram umas semanas complicadas que me obrigaram a dedicar bastante tempo a leituras fora do reino da ficção. Mas cá estou de volta com o comentário a mais um livro.</p>
<p style="text-align:justify;">Plague of Spells é um livro introdutório ao universo de fantasia dos <a href="http://manuscritosmalditos.wordpress.com/category/forgotten-realms/">Forgotten Realms</a> (o mesmo de <a href="http://manuscritosmalditos.wordpress.com/2011/02/28/patria/">Drizzt</a>) mas mais especificamente é uma introdução a esse universo pós-“spellplague”. A morte da deusa da magia <a href="http://forgottenrealms.wikia.com/wiki/Mystra">Mystra</a> às mãos do seu rival, o deus louco <a href="http://forgottenrealms.wikia.com/wiki/Cyric">Cyric</a>, causou ondas por todo este mundo alterando tudo um pouco, incluindo as regras que regiam os poderes especiais de feiticeiros, sacerdotes e todos os que lidam com o arcano. Não é preciso muita descrição para os mais experientes perceberem que estamos perante mais uma mudança de edição do Dugeons &amp; Dragons (esta é a quarta), sistema de jogo de roleplay que serve de base aos livros – quem tiver boa memória poderá lembrar-se que há uns anos atrás, quando saiu a segunda edição, o universo Forgotten Realms também sofreu outro evento cataclísmico, o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Time_of_Troubles_(Forgotten_Realms)">“Time of Troubles”</a>. Os novos livros (em que o Plague of Spells é o primeiro) servem dois objectivos; o primeiro é introduzir os jogadores a um mundo onde as coisas já não funcionam bem da mesma forma, e o segundo é relançar as histórias como ficção semiautónoma para os muitos leitores que não são roleplayers. Poderemos dizer alcançaram esses objectivos? Parcialmente penso que sim e é aqui que entramos no livro em si.</p>
<div id="attachment_285" class="wp-caption aligncenter" style="width: 376px"><a href="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/05/plague-of-spells.jpg"><img class="size-full wp-image-285" title="Plague of Spells" src="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/05/plague-of-spells.jpg?w=614" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Até gostei da capa, tons algo estranhos mas dada a natureza dos adversários parece-me apropriado.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Raidon Kane é um monge que é apanhado no fogo azul que se seguiu à morte de Mystra quando acorda de novo faltam-lhe 11 anos de memórias. O mundo para o qual emerge (<a href="http://forgottenrealms.wikia.com/wiki/Blue_fire">marcado pelo fogo azul</a> e com poderes que ainda não compreende) não é o mesmo do qual partiu. Cidades inteiras desapareceram ou mudaram radicalmente de natureza, mares secaram, deuses morreram, muitos magos perderam o seu poder ao não se conseguirem adaptar às novas regras da magia e acima de tudo… a sua filha está morta. Sem objectivos e com uma imensa mágoa Raidon deriva até ser contactado por um estranho ser que lhe comunica a existência de um perigo nascente para toda a realidade… os <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Aboleth">aboleths</a> (seres primordiais de outra dimensão com enormes poderes) estão a acordar e se isso acontecer destruírão este mundo para o recriar segundo as suas preferências dementes. Para os combater embarca numa busca de por uma arma poderosa que pode verdadeiramente destruir os seus adversários, a espada Angul. Noutro canto de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Abeir-Toril">Toril</a> Japheth, um Warlock com um grave problema de adição a substâncias fatais, recebe uma missão do seu odiado empregador, deve largar âncora e recuperar para ele um poderoso artefacto (pertencente aos aboleth) que pode catapultar qualquer um para o trono de Impiltur. O que ele não contava é que a irmã do mercador que o emprega, Anusha (também ela marcada pelo fogo azul e com o seu poder especial), o seguisse secretamente. Uma reunião destes dois polos da história é inevitável à medida que as personagens são atraídas para a mesma fonte de demência e poder que é o estranho artefacto de nome Dreamheart.</p>
<div id="attachment_286" class="wp-caption aligncenter" style="width: 550px"><a href="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/05/players_handbook_540x707.jpg"><img class="size-full wp-image-286" title="Player's Handbook" src="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/05/players_handbook_540x707.jpg?w=614" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Ahhh... que vontade de voltar a jogar!</p></div>
<p style="text-align:justify;">É impossível dizer que o livro é perfeito ou que a história é inovadora. Há demasiadas restrições à escrita de Bruce R. Cordell (demasiadas referências obrigatórias para atingir os objectivos que mencionei antes) para que ele possa criar algo único. Mas mesmo assim é de reconhecer o mérito da tentativa. É certo que há uma certa falta de profundidade das personagens principais (em especial Raidon já que o perder a sua filha é insuficiente para o definir a si e às suas acções)  e que os vilões poderiam ter sido muito melhor pensados (é perdido tempo a desenvolver um que assumimos ser o principal só para alguns capítulos mais tarde ver esse trabalho todo ir pelo cano sem qualquer necessidade) mas mesmo assim é uma boa introdução ao novo Faerun e uma quest que ainda nos interessa apesar dos elementos demasiado convencionais (tornam-se mais patentes para o fim à medida que o “romance” floresce entre duas personagens). Por fim tenho que dizer que a transição para esta edição parece estar menos bem feita que a que foi realizada para o Time of Troubles, parece mais artificial e menos significativa mas sem ler mais livros deste universo posso estar a precipitar-me nesta conclusão. O melhor é concluir os outros dois livros da Abolethic Sovereignty, <em>“City of Torments”</em> e <em>“Key of Stars”</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Nota: <strong>6.5/10</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Aviso:</strong> este livro fez-me lembrar o quanto gostava dos meus jogos de roleplay e por isso gostava de deixar um pedido aos leitores que por aqui passarem. Se alguém tiver um grupo de jogo de D&amp;D na área de Lisboa que precise de mais um jogado por favor diga-me algo para o mail ( <a href="mailto:manuscritosmalditos@hotmail.com">manuscritosmalditos@hotmail.com</a> ) porque eu adorava experimentar a quarta edição.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/manuscritosmalditos.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/manuscritosmalditos.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/manuscritosmalditos.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/manuscritosmalditos.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/manuscritosmalditos.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/manuscritosmalditos.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/manuscritosmalditos.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/manuscritosmalditos.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/manuscritosmalditos.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/manuscritosmalditos.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/manuscritosmalditos.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/manuscritosmalditos.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/manuscritosmalditos.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/manuscritosmalditos.wordpress.com/283/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=manuscritosmalditos.wordpress.com&amp;blog=14779241&amp;post=283&amp;subd=manuscritosmalditos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Plague of Spells</media:title>
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		<title>O Homem Pintado</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Apr 2011 09:02:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>curadoracorrentado</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Demónios]]></category>
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		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Peter V. Brett]]></category>
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		<description><![CDATA[A noite é perigosa. É à noite que os demónios saem do núcleo para atormentar uma humanidade em vias de extinção. Isolados em aldeias e pequenas cidades os humanos dependem de um sistema de runas se protegerem e manterem os monstros fora das suas casas ou muralhas. Mas nem sempre foi assim. Há mais três séculos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=manuscritosmalditos.wordpress.com&amp;blog=14779241&amp;post=275&amp;subd=manuscritosmalditos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">A noite é perigosa. É à noite que os demónios saem do núcleo para atormentar uma humanidade em vias de extinção. Isolados em aldeias e pequenas cidades os humanos dependem de um sistema de runas se protegerem e manterem os monstros fora das suas casas ou muralhas. Mas nem sempre foi assim. Há mais três séculos a humanidade vivia num estado de prosperidade e grande conhecimento científico que lhe permitia um bem-estar muito diferente do mundo primitivo em que agora vive. Mas nessa maré de progresso técnico algo tinha ficado esquecido, as lendas antigas. Elas contavam como os seres humanos desde os primórdios tinham sido perseguidos como animais selvagens por monstros que saiam à noite em caçadas sangrentas e como lentamente, ao descobrirem a escrita e as runas, emergiu um sistema de guardas que lhes permitiu primeiro manter os demónios à distância e finalmente combate-los. Mas tudo isto foi esquecido e não há memória das guardas mágicas que permitiam dar guerra às monstruosidades que dominam a noite. Neste mundo fracturado surgem três jovens que podem ser a chave para a recuperação da humanidade. Arlen, um jovem agricultor que não consegue aceitar que a melhor solução para a sua espécie seja esconderem-se como coelhos em tocas assim que o sol se põe. Leesha, a filha de um produtor de papel (um bem raro nos dias que correm) que encontrará uma vocação diferente da esperada que pode conter a chave de muitos conhecimentos julgados perdidos. E Rojer uma criança forçada a entrar no mundo adulto demasiado cedo e que descobrirá que consegue usar uma nova arma para manter os demónios à distância, algo que nunca ninguém teria sequer pensado até ele chegar.</p>
<div id="attachment_277" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/04/o-homem-pintado.jpg"><img class="size-full wp-image-277" title="O Homem Pintado" src="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/04/o-homem-pintado.jpg?w=614&#038;h=949" alt="" width="614" height="949" /></a><p class="wp-caption-text">Uma grande capa sem dúvida!</p></div>
<p style="text-align:justify;">Adorei a premissa inicial deste livro. Um mundo semi-medieval (mas com ecos de outros tempos em que talvez a civilização humana tivesse um nível de desenvolvimento muito superior) em que a humanidade luta desesperadamente contra um adversário demoníaco que claramente é mais forte – quase que conseguia sentir ecos do <a href="http://us.blizzard.com/diablo3/">jogo de PC Diablo</a>. Mas apesar da minha disposição inicial ter sido de paixão o desenvolvimento do resto do livro não está à altura das espectativas apesar de existirem momentos muito bons polvilhados pelo livro. Temos um início bastante agradável em que somos lentamente introduzidos a este mundo ruralizado à força e rapidamente entendemos que Peter Brett não tem qualquer intenção de romantizar o campo e as pequenas comunidades (o que é um alívio), tudo é revelado tal como é. Mas passado alguns capítulos começamos a ter as primeiras indicações que nem tudo é tão bom como seria de esperar. O nível de detalhe da narrativa começa a tornar-se bastante escasso. Acabamos por ter uma história com bastantes saltos temporais e cortes de perspectiva, nem sempre bem intercalados, que acabam por criar um ritmo estranho não só para os eventos para a própria evolução das personagens que recebem atenção desigual – de Rojer, para dar um exemplo, nem sequer consegui formar uma opinião devido à escassez de informação sobre a sua personalidade. Há vários momentos ao longo do livro em que pensamos que algo extraordinário vai acontecer para acabarmos desiludidos quando Brett escolhe o caminho menos interessante e mais previsível – por mais que uma vez consegui prever o curso da história com vários capítulos de antecedência, o que não é de todo positivo. Há também alguns elementos recorrentes que a partir de certa altura se tornam simplesmente estranhos. A obsessão com procriação (presente até na linguagem escolhida) pode ser compreensível num mundo em que os seres humanos não abundam mas sinceramente vai demasiado longe (ao ponto de parecer ser o grande objectivo de vida de todas as personagens… é normal que a maioria das pessoas pense isso mas não é interessante em termos de desenvolvimento das personagens). Um segundo elemento que faz “comichão” é a que a toda a cultura de Krassia (uma das cidades estados independentes) é no fundo a cultura islâmica decalcada, sem tirar nem pôr. Se fosse só inspirada acharia fantástico (como Robert Jordan fez tão espectacularmente) mas levantada como um todo sem grandes alterações revela uma falta de criatividade ou um desejo de criar na maioria dos leitores um sentimento automático de antagonismo.</p>
<div id="attachment_278" class="wp-caption aligncenter" style="width: 343px"><a href="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/04/o-homem-pintado-sobrecapa.jpg"><img class="size-full wp-image-278" title="O Homem Pintado sobrecapa" src="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/04/o-homem-pintado-sobrecapa.jpg?w=614" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">A capa internacional - muito, muito, mais fraca. Um bom exemplo de uma capa genérica com uma misteriosa figura de capuz *bocejo*</p></div>
<p style="text-align:justify;">Pelo lado positivo tenho que admitir que apesar das falhas o autor continua a manter-nos interessados no que está a acontecer e nunca nos sentimos desligados do que poderá vir a suceder nas próximas páginas (isso explica a facilidade de leitura). Também sabe criar suspense suficiente sobre certos temas para nos deixar curiosos pela continuação já que há bastantes questões que ficam por responder no fim do volume. E apesar de no fundo nem Leesha nem Arlen serem personagens coerentes ou inteiramente convincentes nas suas escolhas são interessantes. São diferentes o suficiente do mundo que as rodeia para se destacarem e assumirem um papel importante a moldar os eventos relatados no livro. Em conclusão: trata-se de um livro com imenso potencial que não foi realizado (além de que 600 páginas para um livro que é apenas uma introdução é um exagero) mas que mesmo assim tem pontos de interesse que o tornam fácil de ler e nos deixam com vontade de saber como as coisas irão acabar.</p>
<p style="text-align:justify;">Nota: <strong>6.5/10</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/manuscritosmalditos.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/manuscritosmalditos.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/manuscritosmalditos.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/manuscritosmalditos.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/manuscritosmalditos.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/manuscritosmalditos.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/manuscritosmalditos.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/manuscritosmalditos.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/manuscritosmalditos.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/manuscritosmalditos.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/manuscritosmalditos.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/manuscritosmalditos.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/manuscritosmalditos.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/manuscritosmalditos.wordpress.com/275/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=manuscritosmalditos.wordpress.com&amp;blog=14779241&amp;post=275&amp;subd=manuscritosmalditos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Últimas Aquisições</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Apr 2011 08:35:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>curadoracorrentado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arturo Pérez-Reverte]]></category>
		<category><![CDATA[Capas]]></category>
		<category><![CDATA[Horror]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Miguel Rocha]]></category>
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		<category><![CDATA[Sobrenatural]]></category>
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		<category><![CDATA[Umberto Eco]]></category>

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		<description><![CDATA[O Clube Dumas – Arturo Pérez-Reverte Pode um livro ser alvo de investigação policial como se de um crime se tratasse? Podem as suas páginas ser encaradas como pistas para um mistério com três séculos? Lucas Corso, especialista em descobrir edições raras, está a tentar responder a este enigma quando é incumbido de uma dupla [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=manuscritosmalditos.wordpress.com&amp;blog=14779241&amp;post=271&amp;subd=manuscritosmalditos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_272" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/04/novidades-pt.jpg"><img class="size-full wp-image-272" title="novidades pt" src="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/04/novidades-pt.jpg?w=614&#038;h=316" alt="" width="614" height="316" /></a><p class="wp-caption-text">Os livros que me convenceram.</p></div>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>O Clube Dumas</strong> – Arturo Pérez-Reverte</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Pode um livro ser alvo de investigação policial como se de um crime se tratasse? Podem as suas páginas ser encaradas como pistas para um mistério com três séculos? </em><br />
<em> Lucas Corso, especialista em descobrir edições raras, está a tentar responder a este enigma quando é incumbido de uma dupla missão: autenticar um manuscrito de Os Três Mosqueteiros e decifrar o mistério de um livro queimado em 1667 e que, afirma a lenda, foi co-escrito por Satanás. </em><br />
<em> Dos arquivos do Santo Ofício às poeirentas estantes dos alfarrabistas e às mais selectas bibliotecas internacionais, Corso é atraído para uma teia de rituais satânicos, práticas ocultas e duelos com um elenco de personagens estranhamente semelhante ao da obra-prima de Alexandre Dumas. Auxiliado por uma beldade misteriosa com o nome de uma heroína de Arthur Conan Doyle, este «caçador de livros« parte de Madrid rumo a Paris, passando por Sintra, em perseguição de um sinistro e aparentemente omnisciente assassino.</em></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>O Cemitério de Praga</strong> – Umberto Eco</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Durante o século XIX, entre Turim, Palermo e Paris, encontramos uma satanista histérica, um abade que morre duas vezes, alguns cadáveres num esgoto parisiense, um garibaldino que se chamava Ippolito Nievo, desaparecido no mar nas proximidades do Stromboli, o falso bordereau de Dreyfus para a embaixada alemã, a disseminação gradual daquela falsificação conhecida como Os Protocolos dos Sábios de Sião (que inspirará a Hitler os campos de extermínio), jesuítas que tramam contra maçons, maçons, carbonários e mazzinianos que estrangulam padres com as suas próprias tripas, um Garibaldi artrítico com as pernas tortas, os planos dos serviços secretos piemonteses, franceses, prussianos e russos, os massacres numa Paris da Comuna em que se comem os ratos, golpes de punhal, horrendas e fétidas reuniões por parte de criminosos que entre os vapores do absinto planeiam explosões e revoltas de rua, barbas falsas, falsos notários, testamentos enganosos, irmandades diabólicas e missas negras. Óptimo material para um romance-folhetim de estilo oitocentista, para mais, ilustrado com os feuilletons daquela época. Há aqui do que contentar o pior dos leitores. Salvo um pormenor. Excepto o protagonista, todos os outros personagens deste romance existiram realmente e fizeram aquilo que fizeram. E até o protagonista faz coisas que foram verdadeiramente feitas, salvo que faz muitas que provavelmente tiveram autores diferentes. Mas quando alguém se movimenta entre serviços secretos, agentes duplos, oficiais traidores e eclesiásticos pecadores, tudo pode acontecer. Até o único personagem inventado desta história ser o mais verdadeiro de todos, e se assemelhar muitíssimo a outros que estão ainda entre nós. Um romance fantástico, de um autor que uma vez mais mostra saber como nenhum outro combinar erudição, humor e reflexão.</em></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>A Mentira Sagrada</strong> – Luís Miguel Rocha</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Na noite da sua eleição para o Trono de São Pedro, o Papa Bento XVI, como todos os seus antecessores, tem de ler um documento antigo que esconde o segredo mais bem guardado da História &#8211; a Mentira Sagrada.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Em Londres, um Evangelho misterioso na posse de um milionário israelita contém informações sobre esse segredo. Se cair nas mãos erradas pode revelar ao mundo uma verdade chocante.</em><br />
<em> Rafael, um agente do Vaticano, é enviado para investigar o Evangelho&#8230; e descobre algo que pode abalar não só a sua fé mas também os pilares da Igreja Católica.</em><br />
<em> Que segredos guardará o Papa? E que verdade esconde o misterioso Evangelho?</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/manuscritosmalditos.wordpress.com/271/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/manuscritosmalditos.wordpress.com/271/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/manuscritosmalditos.wordpress.com/271/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/manuscritosmalditos.wordpress.com/271/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/manuscritosmalditos.wordpress.com/271/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/manuscritosmalditos.wordpress.com/271/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/manuscritosmalditos.wordpress.com/271/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/manuscritosmalditos.wordpress.com/271/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/manuscritosmalditos.wordpress.com/271/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/manuscritosmalditos.wordpress.com/271/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/manuscritosmalditos.wordpress.com/271/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/manuscritosmalditos.wordpress.com/271/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/manuscritosmalditos.wordpress.com/271/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/manuscritosmalditos.wordpress.com/271/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=manuscritosmalditos.wordpress.com&amp;blog=14779241&amp;post=271&amp;subd=manuscritosmalditos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Night of Knives</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Apr 2011 10:29:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>curadoracorrentado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[Ian C. Esslemont]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Malazan Empire]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>

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		<description><![CDATA[Ian Esslemont fez parte da criação do mundo de Malazan Book of the Fallen desde o início juntamente com Steven Erikson sendo que ambos foram jogadores no RPG que deu origem à mais complexa obra de fantasia moderna. Ao fim de alguns livros da saga de dez volumes de Erikson aparece o primeiro livro de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=manuscritosmalditos.wordpress.com&amp;blog=14779241&amp;post=261&amp;subd=manuscritosmalditos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Ian Esslemont fez parte da criação do mundo de Malazan Book of the Fallen desde o início juntamente com Steven Erikson sendo que ambos foram jogadores no RPG que deu origem à mais complexa obra de fantasia moderna. Ao fim de alguns livros da saga de dez volumes de Erikson aparece o primeiro livro de Esslemont, Night of Knives. Cronologicamente seguimos um evento que apenas é aludido na saga principal, a ascensão ao estatuto de deuses do antigo Imperador Kellanved e o seu mestre de assassinos Dancer – tudo se passa numa só noite, a noite da Lua da Sombra em que os <a title="Um sistema mágico complexo" href="http://encyclopediamalazica.pbworks.com/w/page/18881939/Magic-and-the-Warrens">Warrens</a> ficam mais abertos a todos. Depois de anos dedicados à conquista de um magnífico império estes dois estranhos amigos querem objectivos mais interessantes que o mero poder temporal e estão dispostos a absolutamente tudo para alcançar novos patamares de poder. Claro que contarão com a oposição de vários poderes que têm objectivos dissonantes. A começar pela <a title="Um dos elementos mais complicados deste universo" href="http://encyclopediamalazica.pbworks.com/w/page/18881495/Deadhouse">Deadhouse</a> que funciona como guardiã do poder que procuram e não hesitará em usar todas as criaturas que aprisionou ao longo de milénios para impedir as ambições do antigo imperador e passando, claro, por Surly, a comandante do corpo de assassinos do Império, a <a title="A segunda organização de assassinos do Império, leais a Surly" href="http://encyclopediamalazica.pbworks.com/w/page/18882390/The-Claw">Claw</a>, que passou anos a destruir a antiga organização de assassinos de Dancer (os <a title="A organização original, leal ao Imperador" href="http://encyclopediamalazica.pbworks.com/w/page/18882425/The-Talon">Talon</a>) e que à medida que o líder imperial se centra na sua investigação mágica e objectivos sobrenaturais vê a sua hipótese de usurpação de todo o Império tornar-se uma realidade. Fica prometida uma batalha entre campeões e deuses que terá como palco a pacata cidade de Malaz, antiga capital Imperial e actualmente um porto insignificante de quinta categoria situado numa ilha onde nada de relevante ocorre há décadas. É nesta localização que as duas personagens principais deste livro (as únicas perspectivas às quais o leitor tem acesso directo) se encontram quando são arrastadas neste remoinho de poder e sangue. Primeiro temos Temper, um veterano de muitas campanhas que por razões desconhecidas acabou por preferir passar os seus últimos anos no activo como um simples guarda de uma fortaleza sem qualquer relevância estratégica; em segundo lugar temos Kiska uma jovem ladra que anseia por ter uma oportunidade de entrar ao serviço do Império para poder ter a vida de aventura com que sempre sonhou. Estarão estes dois pobres diabos irremediavelmente perdidos numa luta que claramente está acima do seu nível? Ou conseguirão sobreviver até o sol nascer?</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_263" class="wp-caption aligncenter" style="width: 326px"><a href="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/04/night-of-knives-ian-esslemont-2.jpg"><img class="size-full wp-image-263" title="Night of Knives - Ian Esslemont 2" src="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/04/night-of-knives-ian-esslemont-2.jpg?w=614" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Uma boa capa!</p></div>
<p style="text-align:justify;">Este livro à primeira vista prometia ser um verdadeiro petisco para os fãs de Malazan. A história é muito interessante (a ascensão de Shadowthrone (kellanved) e Cotillion (Dancer) a patronos do Warren das sombras é algo que deixa qualquer leitor a salivar), o palco escolhido é sugestivo porque é o primeiro sítio que aparece descrito, de forma geral, na introdução do primeiro volume, Gardens of the Moon, e até as personagens parecem ter potencial apesar de uma delas (Kiska) cair no estereótipo da Jovem aventureira que tem que conquistar o seu lugar no mundo – Temper é bem mais interessante porque é misterioso, há profundidades da sua vida às quais não temos acesso imediato e vão sendo desvendadas à medida que a história progride. Mas a verdade é que existem algumas falhas que impedem Night of Knives de chegar ao seu potencial pleno. A começar pelo ritmo de escrita do autor. Não é uniforme nem rápido o suficiente e no início isso é dolorosamente frustrante já que demora quase cem páginas a montar o cenário para o resto livro (dado que o livro tem 450 páginas é bastante espaço dedicado essencialmente a coisas que não avançam a narrativa); já mais à frente o ritmo torna-se frenético sendo que temos imensa acção mas desligada de um contexto mais vasto que nos permita perceber o objectivo de tanto combate e fuga – há tanta informação que é retida do leitor por tanto tempo que acaba por prejudicar o envolvimento pessoal com o que se está a ler. Mas para mim a principal desilusão deste livro foi que a presença de Kellanved e Dancer é quase não existente, aparecem de raspão de forma muito ligeira e sinceramente penso que todos os fãs esperavam que este livro iluminasse mais um pouco estes dois personagens tão curiosos. É verdade que Temper acaba por conseguir compensar um pouco ao termos acesso a episódios marcantes do seu passado e até descobrirmos um segredo sobre outra personagem importante Dassem Ultor, o antigo campeão imperial que caiu em combate no <a href="http://encyclopediamalazica.pbworks.com/w/page/18882263/Seven-Cities">continente das Sete Cidades</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_264" class="wp-caption aligncenter" style="width: 443px"><a href="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/04/night-of-knives-ian-esslemont.jpg"><img class="size-full wp-image-264" title="Esselmont cover_Esselmont cover" src="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/04/night-of-knives-ian-esslemont.jpg?w=614" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Uma capa alternativa, parecida mas menos famosa.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Apesar de tudo isto é um bom livro que nos dá mais a conhecer sobre o universo Malazan e que até revela alguns segredos (aparecem vários personagens importantes por curtos momentos) e lança pistas para eventos futuros e mesmo que não entre pelas áreas que eu julgo mais interessantes a verdade é que é profundo o suficiente para a história nos prender (apesar de eu admitir que Kiska é uma personagem bastante fraca) até ao fim. As cenas de combate na rua (não revelo detalhes para não estragar a leitura) estão bastante bem feitas e têm uma atmosfera muito bem construída, sente-se mesmo o medo e desespero de alguns personagens. Resumindo, apesar de não ser um livro perfeito é um bom suplemento à série principal e faço questão de ler segundo livro de Esslemont, The Crimson Guard.</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;">Nota: <strong>7/10</strong></p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;">Ps: recomento a todos que leiam este livro depois do quinto volume de Malazan Book of the Fallen, <a href="http://manuscritosmalditos.wordpress.com/2011/01/10/midnight-tides/">Midnight Tides</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/manuscritosmalditos.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/manuscritosmalditos.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/manuscritosmalditos.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/manuscritosmalditos.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/manuscritosmalditos.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/manuscritosmalditos.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/manuscritosmalditos.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/manuscritosmalditos.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/manuscritosmalditos.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/manuscritosmalditos.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/manuscritosmalditos.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/manuscritosmalditos.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/manuscritosmalditos.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/manuscritosmalditos.wordpress.com/261/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=manuscritosmalditos.wordpress.com&amp;blog=14779241&amp;post=261&amp;subd=manuscritosmalditos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>First and Only</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Apr 2011 09:13:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>curadoracorrentado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dan Abnett]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção Cientifica]]></category>
		<category><![CDATA[Gaunt's Ghosts]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
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		<category><![CDATA[Warhammer]]></category>
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		<description><![CDATA[No sistema Sabbat os poderes ruinosos do Caos tomaram poder há gerações e tornaram toda a região numa gigantesca base para o avanço da Heresia, quer através de missionários que espalham mentiras venenosas contra o Império quer usando assaltos militares a todos os sistemas circundantes. O Warmaster Slaydo, herói distinguido em incontáveis conflitos com heréticos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=manuscritosmalditos.wordpress.com&amp;blog=14779241&amp;post=256&amp;subd=manuscritosmalditos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">No sistema Sabbat os poderes ruinosos do Caos tomaram poder há gerações e tornaram toda a região numa gigantesca base para o avanço da Heresia, quer através de missionários que espalham mentiras venenosas contra o Império quer usando assaltos militares a todos os sistemas circundantes. O Warmaster Slaydo, herói distinguido em incontáveis conflitos com heréticos e alienígenas, foi agora encarregue de comandar uma expedição da <a href="http://warhammer40k.wikia.com/wiki/Imperial_Guard">Guarda Imperial</a> (auxiliada por contingentes dos imortais Adeptus Astartes e os sábios <a href="http://warhammer40k.wikia.com/wiki/Adeptus_Mechanicus">Adeptus Mechanicus</a> ) a este sistema para o reconquistar em nome do Imortal <a title="Cuidado com os links, estão cheios de spoilers relativos a muitos livros." href="http://warhammer40k.wikia.com/wiki/Emperor_of_Mankind">Deus-Imperador</a>. Fiel à sua reputação Slaydo alcança sucesso atrás de sucesso até que na hora da sua maior vitória tomba em combate. A expedição de mais de mil milhões de soldados da Guarda fica primeiro de luto e depois em choque com as decisões tomadas por Slaydo no seu leito de morte. Ignorando critérios de tempo de serviço ou experiência nomeia um oficial superior relativamente novo como seu herdeiro, ascende assim o Warmaster Macaroth e deixa o candidato mais óbvio, Lord High Militant General Dravere, a espumar de raiva e claramente interessado em conspirar para usurpar a posição que pensa que lhe pertence por direito e mérito. Uma segunda acção, menos pública, foi conceder a equivalência à patente de coronel (e como tal a liderança de um regimento) ao <a href="http://warhammer40k.wikia.com/wiki/Commissar">comissário político</a> Ibram Gaunt (há mais que uma leve semelhança estética entre alguns elementos do Império do Homem e a velha União Soviética começando pela existência de comissários políticos no exército), líder dos fantasmas de Tanith.</p>
<div id="attachment_257" class="wp-caption aligncenter" style="width: 297px"><a href="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/04/gaunts-ghosts-first-and-only.jpg"><img class="size-full wp-image-257" title="Gaunt's Ghosts - First and Only" src="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/04/gaunts-ghosts-first-and-only.jpg?w=614" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Não é uma capa má mas talvez seja demasiado &quot;pulp&quot; (um problema estético recorrente nesta série).</p></div>
<p style="text-align:justify;">Este homem de ferro é o centro da narrativa que nos arrasta de novo para o universo Warhammer (de facto este livro é uma boa forma de começar a ler algo do complexo universo da <a href="http://www.blacklibrary.com/">Black Library</a>) para um cenário de guerra sem fim e sem piedade. E aqui não é preciso andar com muitas subtilezas, o livro é essencialmente mesmo sobre guerra, dever e política – nesta ordem. O Coronel-Comissário Gaunt é um homem marcado por um passado difícil (com traições à mistura) e por um estranho aviso que recebeu há mais de vinte anos vinda de uma rapariga com poderes psíquicos aprisionada pela Inquisição. Começando em Fortis Binary, um planeta industrial que é o cenário de uma guerra de trincheiras contra as forças do Caos, vemos o estilo de liderança muito especial de Gaunt entrar em acção (um oficial que se destaca pela preocupação com os seus homens é algo estranho neste universo onde o guarda imperial médio é considerado como carne para canhão) e ao fim de algumas grandes cenas de combate começamos a entrar no espírito da unidade que comanda e de como interage com o que a rodeia (o seu ódio aos Patrícios de Jant que remonta a uma dívida de Gaunt, ou a relação distante com o comando central que, não infrequentemente, conspira contra as suas próprias unidades) e somos introduzidos a novos graus de complexidade. Começamos a ter uma história de fundo que é mais complexa que apenas uma série de combates desconexos e que envolve alguma intriga política por parte de alguns personagens – nada de grandes complexidades mas o suficiente para dar uma nova dimensão, credível, à guerra constante.</p>
<div id="attachment_258" class="wp-caption aligncenter" style="width: 345px"><a href="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/04/gaunts-ghosts-first-and-only-2.jpg"><img class="size-full wp-image-258" title="Gaunt's Ghosts - First and Only 2" src="http://manuscritosmalditos.files.wordpress.com/2011/04/gaunts-ghosts-first-and-only-2.jpg?w=614" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">A versão alternativa.</p></div>
<p style="text-align:justify;">As personagens que mais nos marcam são sem dúvida os oficiais das várias unidades começando claramente por Gaunt e os seus deus oficiais (o Coronel Corbec e o Major Rawne – personagens bem distintos e únicos à sua maneira), Flense o colérico inimigo mortal de Gaunt por mais razões do que aquelas que seriam de esperar ou Zoren o estóico comandante dos Vitrian Dragoons (uma unidade aliada). Há uma falha clara no desenvolvimento de alguns personagens mais secundários, especialmente os vilões, sendo que alguns poderiam ter sido muito mais interessantes se Dan Abnett tivesse tido mais trabalho a criar detalhes e uma trama algo mais complexa – é interessante o suficiente para nos fazer querer ler quase compulsivamente mas não o suficiente para que não se torne algo previsível para os leitores com mais experiência. Nesta categoria é de destacar o Inquisidor Heldane que tem bastante potencial e facilmente poderia ter-se tornado em algo mais que um simples obstáculo secundário na trama. Para concluir esta crítica gostaria de reforçar a ideia de que este livro está claramente na categoria de ficção científica/fantasia militar. Quem tiver problemas em ler descrições algo detalhadas de operações militares ou de bravos combates em grupo ou individuais terá sérias dificuldades em avançar na leitura. Mas mesmo para os que não gostam especialmente da parte guerreira é de apontar que o autor não cai nunca em facilitismos ou em heroísmos fáceis. Longe disso. Tudo é descrito de forma realista e os comportamentos destes soldados, no seu melhor e pior, está presente em toda a sua humanidade o que para mim tornou a leitura muito mais agradável do que se o lado negro tivesse sido ignorado. Já tenho o volume seguinte desta saga, Ghostmaker, na estante à espera de leitura.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Nota:<strong> 8/10</strong></p>
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