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30 Dias de Escuridão

Posted: Julho 20, 2010 in Filme, Horror, Vampiros
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O meu primeiro post não é sobre um livro mas sobre um filme – não deixa de ser irónico já que o titulo do blog sugere a escrita – 30 Dias de Escuridão (30 Days of Night). Tudo começa da forma tradicional para um filme de terror… uma pequena cidade isolada, neste caso no Alasca, sofre todos os anos um período de um mês de escuridão e a narrativa começa precisamente por acompanhar o xerife da cidade (Ben Oleson – Josh Harnett) nas suas preparações para os dias que aí virão. Até temos direito a um pequeno drama entre o nosso protagonista e a sua ex-mulher (Stella Oleson – Melissa George) que fica presa na cidade depois de perder o último voo – vão sendo introduzidas outras personagens mas não são verdadeiramente memoráveis.

 

Da noite emerge um estranho que começa a sabotar os meios de comunicação da cidade até ser detido pelo seu comportamento. Enquanto os nossos protagonistas ainda estão a tentar perceber o porquê das acções deste homem semi-louco os monstros (trata-se de vampiros e agradavelmente não são descritos, como está em voga, como sex symbols com crises existenciais mas como criaturas sangrentas e violentas totalmente desinteressadas em qualquer comunicação com as suas presas humanas) emergem nesta pacata comunidade e dá-se o inevitável, um banho de sangue. Um pequeno grupo de sobreviventes tenta manter-se vivo a todo o custo ao mesmo tempo que começam a racionalizar o que lhes aconteceu. Quem são estas criaturas? Ou melhor ainda, o que são?

Vampiros que voltam a assustar!

Até aqui o filme estava a prender-me ao sofá apesar de alguns elementos estereotipados (a comunidade isolada, o xerife bonzinho, os bons vizinhos, etc) mas a partir do massacre inicial dos vampiros (visualmente bem feito ao usar planos afastados da cidade a sofrer uma verdadeira invasão demoníaca) a coisa torna-se muito mais arrastada e perde mesmo algum sentido já que o tempo não é usado para desenvolver as personagens, que continuam a ser quase que unidimensionais (cada uma só sente um tipo de emoção ou tem um tipo de comportamento – algo muito monolítico). Apesar disto os momentos de acção salvam o filme de cair na estagnação e introduzem de novo a adrenalina, os personagens mais interessantes (os vampiros… que mesmo assim poderiam ter sido mais explorados…) e empurram a história para a sua conclusão ao fim dos 30 dias de noite contínua.

Ficará alguém vivo para contar a história?

Apesar de alguns momentos de mau timing o filme vê-se muito bem e não sendo nenhuma obra-prima do terror também não é um fiasco. Longe disso. Divertido, simples e violento e como tal o meu veredicto é de 7.5 pontos em 10.